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Fora de Controle: De quem é o poder? Do comunicador ou do veículo?

A imparcialidade é a busca incessante do jornalista e assim deve ser cotidianamente

Última atualização: 23 Abr 2018 - 18:19   


Controle remoto
Controle Remoto

Sou educador por convicção e por acreditar que a educação é a forma mais segura de permitir uma sociedade mais justa, igualitária, promovendo direitos e deveres inerentes ao convívio social. Parto desta premissa para relatar e refletir sobre uma experiência pessoal e conversar com você sobre 2pontos da comunicação: De quem é o poder? Do comunicador ou do veículo. Quando iniciei minha carreira como professora da Universidade Estadual do Piauí, no Curso de Jornalismo e Relações Públicas, sempre me questionava quais os limites profissionais do jornalista/comunicador ao trabalhar num veículo ou órgão de comunicação público ou privado.

Em 2008, recebi um convite para trabalhar na Coordenadoria de Comunicação do Estado do Piauí como diretor de Relações Públicas do Estado. Minha função/missão criar, propor e implantar ações que pudessem unificar o discurso do governo a partir da CCOM. A missão era gigante mais não me assustava do ponto de vista de seu tamanho e desafio. O que mais me atormentava era testar os meus limites éticos ao tomar partido para um órgão de Comunicação, a CCOM-PI. Resistir alguma vez em aceitar, mas tinha outra situação que fez acreditar que seria uma oportunidade. Na época eu era professor de Relações Públicas na UESPI, um curso novo e uma profissão desconhecida e desacreditada por alguns alunos à época.

Aceitei com uma grande missão e compromisso para com a CCOM, mas também com o entusiasmo de fazer algo que pudesse desmistificar as impossibilidades e desafios de RP, e claro abrir mercado para a profissão. Em 2008, tinha apenas três relações públicas, contratados regulamente com esta função/profissão no estado do Piauí. Um estava no Exército Brasileiro do Piauí. 

Caminhos
Caminhos e escolhas

Pensando nesta experiência faço aqui 2pontos na comunicação. De quem é o poder? Do comunicador ou do Veículo. Façamos a seguinte reflexão. A pessoa/órgão/veículo que paga o jornalista/comunicador nunca vai pagar para você dizer o que você quiser. Fato. Claro que há uma região de coincidências ai. Muitas vezes o que você quer falar há convergência.  Ou seja, o que você quer falar não há tanto distanciamento ou problemas mais graves para você falar em determinado tempo espaço contexto. Eu acredito que a divergência é muito sutil. Aí é onde mora o perigo, a armadilha onde o comunicador pode “vender a alma ao diabo” ou ele mesmo contrariar o óbvio profissional praticado pelo bom jornalismo. Esta é uma questão muito sensível e cabe a ética inerente a cada comunicador ser chamada as presas para atuar.

Outra questão é, por mais que o comunicador queira dizer ou pensar, a realidade não é reproduzível. Considero que este talvez seja o maior engano no processo de construção de notícia. Quando dissemos que a imparcialidade é um mito no jornalismo não é atoa. [Quando escrevemos, falamos, filmamos todas as nossas escolhas para fazê-los são pontos de vistas da realidade vistos de um ponto.]  Portanto, imparcialidade é a busca incessante do jornalista e assim deve ser cotidianamente. Neste ponto vejo uma situação delicada, pois quando o meio ou o profissional se acha com este poder de reproduzir a realidade tal e qual, recai sobre suas costas, e é repassado à sociedade algo que foge aos dedos como areia nas mãos, que é o real original. Com todo respeito não somos deuses apenas entendemos técnicas e temos a capacidade de interpretar contextos, pessoas situações.

TV
TV

Em muitos casos vejo que é negado o poder ao comunicador por parte do contexto, concretizado, pelo veículo/meio e capital/dinheiro, o processo que distância mais ainda desta busca do jardim do éden: a realidade. Considero que muitas vezes a autoridade é inimiga da criação. Quando há um relaxamento da hierarquia em qualquer processo de construção da notícia há a possibilidade de uma aproximação maior do real. De maneira simples quem põe o dinheiro não dar o direito de tolher o outro. E grande pergunta é: será que a televisão, o rádio, jornais e outros meios de comunicação têm medo de mudar? Acho que tem muito dinheiro envolvido, isso trás medo de qualquer mudança. [O dinheiro quase sempre é uma perda real da liberdade.] Então, de quem é o controle? De quem é o poder? E quem é você, ouvinte, telespectador, leitor nesta grande floresta da comunicação.

Dinheiro na mão
Dinheiro na mão





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