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Geral Por: Ryan Andrade Repórter 13 Jun 2018 15:25 Rede Piauí de Notícias

Dom Francisco fala sobre o significado do dia 13 de junho para a Igreja e para Campo Maior

A festa de Santo Antônio, de Campo Maior, é referência regional; festividades encerram nesta quarta-feira.


O bispo da Diocese de Campo Maior, Dom Francisco de Assis Gabriel dos Santos, falou com exclusividade à Rede Piauí de Notícias sobre o dia de Santo Antônio e quais significados o dia 13 de junho tem para a Igreja Católica e para Campo Maior, uma das quatro cidades do Piauí em que o santo é padroeiro. Desde o dia 31 de maio, o município do Centro-Norte piauiense está festejando o santo que ficou conhecido popularmente como "santo casamenteiro". 

Dom Francisco falou sobre o significado que o dia 13 de junho tem para os católicos e exaltou as qualidades do santo bem como a importância dos seus ensinamentos para as transformações sociais de que o Brasil necessita: “Comemorar Santo Antônio é resgatar um valor da igreja, o valor da profecia. Ele foi um dos maiores sábios, é considerado doutor da igreja. Antônio foi um padre agostiniano, portanto teve uma formação muito profunda, e conheceu São Francisco de Assis. Então quando se junta a inteligência de Santo Antônio com a docilidade e ternura de São Francisco, e embora seja um santo do século XIII, é um santo muito atual porque ele ensina o caminho da humildade, da justiça e da transformação social. A igreja não pode realizar sozinha essa transformação, mas pode fazer parcerias e indicar caminhos a quem detém o poder para que estas transformações sejam possíveis com o apoio da igreja”, disse.

santo antonio
Dom Francisco de Assis segura a imagem centenária de Santo Antônio durante celebração, em Campo Maior. (Foto: Pascom)

O religioso falou também sobre suas percepções em relação à festa de Santo Antônio, em Campo Maior, e destacou que ficou impressionado com as multidões que lotaram a igreja durante a festa: “É interessante, mas a fé pode ser uma experiência profunda. Tem uma questão cultural bastante perceptível aliada também a um aspecto devocional, mas mais importante que a cultura e a devoção é a fé, é não desviar o foco, e o foco é Jesus Cristo, o centro deve ser Jesus Cristo, isto o próprio Santo Antônio ensinou nas pregações. Fiquei bastante admirado das multidões, da catedral lotada a cada noite, da procissão com muita gente, é muito bonito, o povo se entrega à oração e a novena também é muito simples então isso cai no coração do povo. No entanto precisamos aproveitar essa multidão e catequizá-la”, pontuou.

Tema da festa de 2018 "violência"

Sobre o tema abordado este ano, Dom Francisco esclareceu que a violência só poderá ser superada através do exercício do amor, da caridade e da justiça: “O tema da Campanha da Fraternidade também abordou a violência, se nós aprofundarmos a consciência de que somos todos irmãos, nasce a consciência de respeito pelo outro e pelas diferenças, porque somos todos diferentes. A questão não é enfrentar a violência, mas superá-la, porque se nós formos tentar enfrentá-la, vamos gerar ainda mais violência. E ela só será superada através da prática do amor, da caridade e da justiça. Do ponto de vista prático, não ouvi falar em violência durante a festa, percebi que foi bastante tranquilo, não se ouviu falar em assaltos, então é possível chegar lá, através da catequese e da confraternização”, falou.

Mudanças para 2019

O bispo, que participa das festividades de Santo Antônio pela primeira vez, informou também que vai levar observações pessoais para o Conselho Presbiteriano a fim de enriquecer e melhorar determinadas questões para o próximo ano: “Vou conversar com os padres que fazem a catedral, vou levar algumas observações para o Conselho Presbiterial composto de 12 padres mais o bispo, mas há coisas que precisam ser enriquecidas, coisas pontuais, uma delas, eu posso adiantar, é a comunicação, não a comunicação enquanto pastoral, mas a comunicação interna entre os diversos grupos que fazem a Diocese”, explica.

Avaliação da gestão enquanto bispo de Campo Maior

Dom Francisco também fez um balanço dos 9 meses de gestão da Diocese e citou algumas mudanças que colocou em prática desde que foi designado pelo Papa Francisco como bispo da Diocese de Campo Maior: "A avaliação que eu faço é bastante positiva. Ao longo destes nove meses demos passos importantes dentro da Diocese, principalmente do ponto de vista da estruturação quanto da aproximação com a comunidade. O Papa Francisco pede que a igreja saia da sacristia e se aproxime do povo, então a gente vem tentando implementar essas mudanças e à medida em que a realidade, as situações forem se apresentando, a gente vai dando essas respostas. Do ponto de vista estrutural foram criadas algumas comissões importantes como a comissão para revisão do diretório pastoral, do Conselho Econômico, de Liturgia e a instalação de um Tribunal Diocesano para tratar de todas as questões relacionadas à igreja atendendo a um pedido do Papa Francisco", finaliza. 

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