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Geral Por: Ryan Andrade Repórter 24 Mai 2018 14:34 Rede Piauí de Notícias

Comércio de ambulantes prejudica mobilidade nas ruas de Teresina

A situação é mais complicada para pessoas com deficiência física e para usuários do transporte coletivo.


A falta de acessibilidade em Teresina é um problema bastante recorrente e amplamente repercutido pelos meios de comunicação locais, mas, ao que parece, está bem longe de ser resolvido. A equipe da Rede Piauí de Notícias fez um passeio pela Avenida Frei Serafim, na manhã desta quarta-feira (23), e comprovou as dificuldades de locomoção na capital.


Os problemas em transitar pela cidade são facilmente percebidos. As calçadas, que eram pra servir como espaço destinado para o trânsito de pedestres, estão sendo usadas por ambulantes para a prática do comércio. Na região da Frei Serafim que vai desde o supermercado Bom Preço até o Hospital Getúlio Vargas, a grande quantidade de bancas (de revistas, produtos alimentícios e objetos diversos), além de atrapalhar a locomoção de pedestres, prejudica os usuários do transporte coletivo que precisam, muitas vezes, transitar pelo meio da rua correndo o risco de serem acidentadas pelos veículos.

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Grande quantidade de treileres prejudica a visibilidade e a locomoção. (Foto: RPN)


O que chama atenção é que na avenida existe um treiler que está desativado e nunca foi retirado do local para facilitar a locomoção das pessoas. O equipamento fica bem ao lado de uma parada de ônibus na frente do Hospital Getúlio Vargas.

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Prefeitura informa que vai retirar os treileres desativados. (Foto: RPN)


Sobre o caso, o gerente de Fiscalização da SDU Centro-Norte, Enéas Costa, comentou: “Esse treiler foi desativado porque estava com sua licença toda atrasada. A SDU ainda não fez a sua remoção porque ele está chumbado ao chão e precisamos fazer o uso de uma ferramenta da qual não estamos de posse para poder retirá-lo dali”, disse o gerente acrescentando que a Superintendência precisa de pelo menos 15 dias para poder adquirir a ferramenta e garantiu que até o final de junho será feita a remoção do treiler.

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Usuários do transporte público precisam transitar pela rua correndo o risco de serem acidentados. (Foto: RPN)


Em relação ao comércio realizado por vendedores ambulantes na avenida, o gerente explicou: “A SDU já tentou fazer a transferência dos comerciantes que vendem na região, mas naquele local existem pessoas que estão trabalhando com vendas há mais de 40 anos, então é muito complicado transferir essas pessoas, até porque a grande maioria são idosas, mas a prioridade é manter o local livre e que não haja interferência no direito de ir e vir das pessoas”, esclareceu o gerente.

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Motoristas insistem em parar os carros sobre os acessos para cadeirantes. (Foto: RPN)


Para quem possui deficiência física, a situação é ainda mais complicada. Percorrer as ruas e avenidas de Teresina é um verdadeiro desafio quando se precisa fazer uso de muletas ou de uma cadeira de rodas para chegar ao destino final. A senhora Neuda dos Santos Pereira, natural de Esperantina, precisa trazer o seu filho, Félix Pereira, uma vez por mês para Teresina e fala sobre os desafios de transitar com um acdeirante pelas ruas da capital: "A locomoção é muito ruim porque é tudo muito apertado. Os postes e os carros atrapalham muito. O ideal era que os gestores tivessem mais atenção com pessoas que estão nesse tipo de situação", lamenta. 

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Dona Neuda enfrenta problemas com locomoção do seu filho que é cadeirante. (Foto: RPN)

A Rede Piauí de Notícias tentou entrar em contato com a Strans (Superintendência de Transportes e Trânsito), mas não obteve retorno.




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