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Política Por: Ryan Andrade Repórter 17 Mai 2018 14:55 Rede Piauí de Notícias

"Não abrimos mão da vaga de vice", diz Margarete Coelho

A vice-governadora criticou também políticos e partidos que tentam conseguir espaço através de ameaças e de conchavo.


A vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, concedeu uma entrevista exclusiva ao programa de rádio Rede Piauí de Notícias, na última quarta-feira (16). Na ocasião, a gestora conversou com os jornalistas Ubiracy Saboia, Patrícia Almeida e Pedro Henrique Santiago sobre sua gestão, política, corrupção e o Concipol, evento sobre ciência política e direito eleitoral do qual está à frente. 

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Vice-governadora, Margarete Coelho. (Foto: GP1)

Corrupção

Um dos pontos mais comentados pela vice-governadora durante a entrevista foi o combate à corrupção. Margarete criticou políticos que, apesar de serem corruptos, conseguem se eleger através do que ela chamou de “brechas” na lei. "É preciso ganhar uma eleição obedecendo às regras do jogo. Eu conheço deputados que estão concluindo seus mandatos agora que eram inelegíveis e que estão de lá até aqui cumprindo todo o mandato com uma liminar na Justiça. Muitos tiveram suas contas rejeitadas e não podiam se candidatar, mas foram para a Justiça, acharam uma brecha na lei, e conseguiram se eleger. O eleitor precisa estar atento a esse tipo de coisa e assumir o compromisso de não votar em quem é corrupto", disse.

Margarete Coelho também destacou que o eleitor precisa ser inserido no eixo de discussão e funcionar como um agente de combate à corrupção. "Os eleitores precisam participar do processo eleitoral e não deixar apenas que a Justiça cumpra com o seu papel. Quando uma eleição está em andamento e o eleitor sabe que existem políticos que estão comprando votos, ele precisa denunciar aquela pessoa para que ela não participe do pleito. É fundamental que a Justiça tire aquele candidato que não está jogando de acordo com as regras do jogo antes dele ser eleito porque anular uma eleição gera custos para o país além de ser constrangedor para o eleitor ter de ir novamente às urnas. O exercício de controle da corrupção precisa ser colocado em prática pelo tripé eleitor, justiça e partido”, defendeu.

Os partidos escolhem mal

Ainda de acordo a vice-governadora os partidos políticos precisam rever suas posições de escolher candidatos que não representam às diversas demandas da sociedade e defendeu que os filiados e simpatizantes participem do processo de escolha dos seus representantes. "Os partidos precisam dialogar com seus filiados e estes devem participar do processo de escolha dos seus representantes. O que eu vejo, na maioria das vezes, é o partido escolher nomes que representam somente a sigla, mas não representam ao povo. Hoje em dia os candidatos são escolhidos através de uma espécie de jardim secreto, em reuniões a portas fechadas dentro de um gabinete. Essas discussões devem acontecer com toda a sociedade, com os diversos segmentos sociais e é importante que todos eles sejam representados na hora de escolher alguém para se candidatar", propôs.

Chapa majoritária

A pré-candidata também defendeu a sua permanência para a vaga de vice-governadora e criticou políticos e partidos que tentam conseguir espaço através de ameaças e voltou a levantar a bandeira de igualdade entre homens e mulheres. "Sou extremamente grata ao meu partido. O Progressistas está completamente fechado em torno do meu nome para continuar como vice-governadora. Tanto o presidente estadual, deputado Júlio Arcoverde, como o presidente nacional, senador Ciro Nogueira, estão engajados nessa luta e nós não abrimos mão da vaga de vice-governadora. É importante que se diga que nós não conseguimos chegar lá através da política de conchavo, mas pelo trabalho que nós desenvolvemos em torno da defesa da implementação de políticas públicas e valorização do papel da mulher reconhecido pelo governador Wellington Dias. Não se faz política de verdade e não se respeita a democracia ao se excluir a participação feminina das instituições. Não acho nada republicano colocar a faca no pescoço do governador e dizer que o partido não vai apoiar se ele não der a vaga de vice. Que tipo de relação pode surgir com essas ameaças? Isso a gente não faz", criticou.

Partido dos Trabalhadores e Ciro Nogueira

Margarete Coelho também se posicionou favorável ao deputado Fábio Novo e à senadora Regina Sousa e lembrou que os principais nomes do Partido dos Trabalhadores também estão engajados pela sua permanência na chapa majoritária. "O deputado Fábio Novo sempre defendeu a manutenção da chapa de 2014 com o nome de Regina Souza para Senado e o meu para vice. Não somente pelo fato de sermos mulheres, mas, principalmente, pelo trabalho que nós desenvolvemos. A senadora Regina Souza tem um papel importantíssimo para o Brasil porque ela preside a Comissão de Direitos Humanos e a gente sabe o quanto é delicado lidar com essa pauta que ainda é muito mal interpretada. O perfil da senadora Regina é diferente do (perfil) do senador Ciro. Ela está envolvida com obras imateriais, a defesa da mulher, das minorias, dos negros, dos mais pobres. Então, eu defendo a senadora Regina na chapa porque ela é uma mulher dedicada, séria, atuante e trabalhadora. O que eu tenho visto dentro do PT é defesa da manutenção da chapa. Hoje o Progressistas é o maior partido do Piauí e o segundo maior partido do Brasil. A população piauiense é testemunha do quanto o senador Ciro Nogueira fez pelo Piauí trazendo grandes obras para o estado, portanto, isso nos credencia”, lembrou.

Gestão

A vice-governadora também fez uma análise sobre sua gestão e destacou o desenvolvimento do setor energético através das parcerias público-privadas como uma das grandes obras da atual gestão. "O Piauí andou e melhorou visivelmente. Hoje nós somos o quarto maior produtor de energia limpa do Brasil e desenvolvemos a matriz energética solar e eólica graças aos investimentos que a nossa gestão fez em parcerias público-privadas que são, inclusive, incentivadas pela ONU. Adotamos esse modelo porque não achamos viável sobrecarregar o contribuinte com aumento de impostos em períodos de recessão e transferimos para a iniciativa privada os investimentos. Tudo isso tem trazido muito retorno para o estado e não temos dúvida de que seremos o maior fornecedor de energia quando terminarmos de implantar, daqui a uns 4 ou 5 anos, os demais parques”, disse.

Plano B caso não seja candidata a vice

Quando questionada sobre quem seria o grande adversário do governador Wellington Dias e qual seria o plano B para caso não seja candidata a vice, Margarete respondeu: "Acredito que ainda seja cedo para dizer quem será o grande adversário do governador Wellington Dias até porque é preciso que a campanha ganhe as ruas pra gente poder fazer uma análise mais profunda. Tudo ainda está muito indefinido. Nem a nossa chapa de reeleição está definida. O que eu posso dizer é que estou à disposição do meu partido. A gente é candidato dentro de um determinado contexto, mas sempre estarei à disposição das mulheres, da cidadania e do meu partido”, comentou.



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