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Piauí Por: Pedro H. Santiago Repórter 27 Fev 2018 20:09 Rede Piauí de Notícias

Professores negam proposta e greve segue na Educação do Piauí

A proposta da SEDUC foi de um aumento no auxílio alimentação, mas a categoria não aceitou


Os trabalhadores em educação da rede pública estadual de ensino, realizaram nesta terça-feira, 27, uma Assembleia Geral para discutir a proposta do governo do estado. A reunião aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Piauí (SINTE), na Zona Norte da capital.

Segundo o Sindicato, a SEDUC enviou como proposta é de um aumento no auxílio alimentação em vez do reajuste salarial para o magistério de 6,85% e 3,15% referente a um reajuste do ano de 2017 para professores e técnicos respectivamente.  "Ele (Governo do Estado) apresentou uma proposta de auxílio alimentação trocado pelo reajuste e foi rejeitada, essa proposta, no último dia 19, que foi uma Assembleia anterior a esta de hoje", disse a presidente do SINTE, Paulina Almeida. 

Segundo a categoria, a greve vai continuar e por tempo indeterminado até que o governo estadual aceite a proposta de reajuste de 6,8%. A paralisação atinge escolas regulares, integrais e ensino jovem e adulto.

Seduc afirma que professores receberão salários relativo à fevereiro

Segundo a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (Seduc, )a proposta é que os professores e outras áreas que trabalham na educação  receberão em fevereiro, os salários relativos a primeira parcela do aumento, além do retroativo ao mês de janeiro, que será pago através de auxílio alimentação para os administrativos.

Leia a nota:

Os servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), professores e administrativos em atividade, já receberão seus salários relativos a fevereiro com a primeira parcela do aumento, equivalente a 3,4% para os professores, retroativo a janeiro, e 3,14% para os administrativos, em forma de auxilio alimentação. A medida se fez necessária tendo em vista a atual impossibilidade do Governo Estadual de implementar esses valores em folha.

“Somos muito sensíveis à luta dos professores por melhorias salariais e reconhecemos a importância dos aposentados que tiveram uma história de serviços prestados à Educação, mas neste momento temos que pensar também em nossos estudantes que não podem ser prejudicados com a falta de aulas. Corríamos um grande risco de ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal se fizéssemos a implantação desse valor em folha ainda esse mês. Por isso, de forma que os professores que estarão em sala de aula não ficassem sem seu aumento de direito, optamos por essa alternativa”, disse a secretária de Estado da Educação, Rejane Dias.

Ela também ressalta que a medida é temporária e o valor deve ser incorporado ao vencimento no mês de maio, quando também deve entrar a segunda parcela do aumento no piso dos professores. "Apesar do Piauí ser um estado que já paga acima do piso nacional, tentamos cumprir com o reajuste do MEC todo ano de forma a garantir que nossos professores sempre tenham um ganho real sobre o salário", afirma Rejane.

Aposentados e pensionistas da Seduc devem receber a primeira parcela do aumento em maio, já incorporado à folha, tendo em vista que os mesmos não podem receber auxílio alimentação.




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