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Saúde Por: Redação Rede Piauí Repórter 07 Nov 2018 15:22 Rede Piauí de Notícias

Após morte de jovem no Piauí, Vigilância Sanitária manda recolher remédios para emagrecer

No Piauí, uma jovem de 23 anos morreu esta semana após suspeita de fazer uso do Redufite, que é utilizado como emagrecedor.


A Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (Divisa) determinou que as Vigilâncias Sanitárias Municipais verificassem a existência ou não da distribuição e comercialização irregular dos produtos “Redufite” ou “Redufite Gold” em suas localidades, para que sejam realizados os procedimentos de apreensão e inutilização desses produtos.

No Piauí, uma jovem de 23 anos morreu esta semana após suspeita de fazer uso do produto, que é utilizado como emagrecedor. “Assim que tomamos conhecimento desse caso, nós enviamos um oficio circular para os municípios para que essa investigação fosse realizada, bem como a Anvisa, Polícia Civil e aos Conselhos de Classe”, destacou a diretora da Divisa, Tatiana Chaves.

Em Teresina, até o momento, não foi encontrado nenhum produto da marca referente, embora, após buscas realizadas pela equipe técnica da Divisa, foram identificadas publicidade e divulgação em estabelecimentos da capital por meio eletrônico. “Nós fizemos ainda inspeções em algumas clínicas de estética e outros estabelecimentos, mas não foi encontrada a comercialização do produto. Nós estamos também acompanhando as ações que estão sendo realizadas pelas Visas municipais no interior”, acrescentou a diretora.

Em agosto deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou a Resolução Especifica Nº: 02258/2018, proibindo a fabricação, distribuição, divulgação, comercialização, apreensão e inutilização em todo o território nacional das unidades do produto. A medida foi tomada após a comprovação da comercialização do medicamento sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa em sítios eletrônicos. “É importante ressaltar para a população, que os produtos sem o registro da Anvisa não oferecem segurança e nem garantem a eficácia que é exigida para produtos sob segurança sanitária. Sendo assim, esses produtos representam um alto risco de danos e ameaça a saúde da população”, alertou Tatiana Chaves.

Ainda de acordo com a diretora, o consumidor precisa ficar atento às informações contidas no rótulo dos produtos. “Além disso, nós orientamos que em caso de dúvidas sobre um determinado produto ou medicamento, que a população faça busca frequente nos sites da Anvisa e da Vigilância Sanitária. Lá, são publicados diariamente os produtos irregulares, como medicamentos e cosméticos, através de Resoluções Especificas para cada produto”.

A Anvisa é responsável pelo registro de medicamentos em todo o território brasileiro. Contudo, qualquer produto que possuir alegações terapêuticas, independentemente da sua natureza (vegetal, animal, mineral ou sintética), deve ser considerado medicamento e precisa de registro para ser considerado seguro e poder ser fabricado e comercializado.

Luana Raquel EufrásioNo Piauí, uma jovem de 23 anos morreu esta semana após suspeita de fazer uso do Redufite, que é utilizado como emagrecedor. (Reprodução)

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