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Saúde Por: Redação Rede Piauí Repórter 12 Set 2018 10:34 Rede Piauí de Notícias

HUT faz campanha educativa que chama atenção para os perigos da sepse

O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pela sepse.


HUT

Hospital de Urgência de Teresina (HUT). 

Em alusão ao Dia Mundial de Combate a Sepse, profissionais de saúde do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) irão realizar nesta quinta-feira (13), a partir das 8h, uma ação educativa com distribuição de folders e álcool gel no Terminal Rodoviário Governador Lucídio Portela. Com o tema “Pense: pode ser sepse”, o evento tem como objetivo principal alertar a população para a importância de saber detectar os primeiros sinais da doença, além dos cuidados necessários para prevenir a infecção.

A Campanha Sobreviventes da Sepse é um esforço mundial que visa disseminar conhecimentos sobre a doença utilizando como exemplos casos de pessoas que desenvolveram a infecção e já retornaram às suas atividades do dia a dia. No Brasil esta campanha é coordenada pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS).

Popularmente conhecida como infecção generalizada, a sepse trata-se de uma inflamação do próprio organismo em resposta a uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa inflamação pode levar a parada de funcionamento de um ou mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente.

Atualmente, a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no mundo. A sepse mata mais do que o infarto do miocárdio e do que alguns tipos de câncer. O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pela sepse. Estima-se que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e 240 mil pessoas morrem anualmente.

De acordo com Rosania Oliveira, coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HUT (CCIH), menos de 10% da população ouviu falar em sepse, ou seja, o Brasil está muito aquém do ideal. “Para mudarmos essa realidade é preciso fazer um trabalho de educação intenso e focado no protocolo de identificação dessa doença. Quanto mais rápido ela for identificada, maior será a possibilidade de cura. A cada hora de atraso na administração do antibiótico a mortalidade do paciente aumenta em cerca de 8%”, alertou Rosania.

Ainda segundo Rosania durante essa semana serão realizadas algumas palestras no auditório do HUT sobre prevenção de infecção na corrente sanguínea para profissionais do hospital. No decorrer do mês equipes da CCIH também irão reforçar a utilização de protocolos para a identificação de sepse em pacientes críticos no Pronto Atendimento.

Para o diretor geral do HUT, Gilberto Albuquerque, é importante a participação e o engajamento de todos os profissionais ligados direta ou indiretamente a esse processo para que a campanha tenha êxito. “Estamos sempre promovendo capacitações e atualizações para nossos profissionais sobre esse tema, para que os mesmos se transformem em agentes multiplicadores e exemplos de condutas a serem seguidas. Só assim, com a ajuda de todos, conseguiremos combater esse mal”.




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