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Brasil Por: Teresa Albuquerque Repórter 16 Mai 2018 18:00 Rede Piauí de Notícias

Mulheres recebem salários 25% menores em relação aos dos homens no Brasil

Relatório revelou que Brasil ainda precisa avançar muito na inclusão social e econômica das mulheres


Um relatório do Banco Mundial, cuja versão em português foi divulgada na última segunda-feira (14), revelou que o Brasil ainda precisa avançar bastante na elaboração de leis que garantam a plena participação econômica das mulheres.

De acordo com o documento, a legislação brasileira ainda não estabelece licença parental, o que poderia incentivar a divisão de tarefas de cuidados com a família. Esse sistema de licença já é adotada em 58 economias e permite que o tempo de licença conjunta seja repartido entre o pai e a mãe.

Outro fator revelado pelo relatório é que as leis brasileiras não estabelecem a igualdade de remuneração para o trabalho dos homens e mulheres que exercem a mesma função. Assim, as mulheres recebem salários 25% menores que os salários dos homens para ocupar o mesmo cargo.

Ainda de acordo com o relatório, as mulheres representam 50% da população brasileira, mas somente 43% da força de trabalho, 37,8% de cargos gerenciais e 10,5% dos parlamentares do país. Na Câmara, a representação feminina hoje é de apenas 45 deputadas contra 468 homens ocupando os cargos de deputados no Brasil.

Segundo o relatório, essas discrepâncias poderiam ser diminuídas conforme a adoção de algumas políticas simples, como a licença parental. O Brasil prevê 120 dias de licença-maternidade integralmente remunerada, em conformidade com a Convenção de Proteção à Maternidade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas apenas cinco dias de licença-paternidade.

Além da licença parental, o documento também destaca que a discriminação com base em gênero ou estado civil não é proibida no acesso ao crédito, o que dificulta que as mulheres se tornem empreendedoras. Apontou também a diferença de 5 anos na aposentadoria de homens e mulheres, que faz a vida profissional da mulher ser mais curta e a falta de cotas para mulheres em conselhos de administração de empresas.

Para o Banco Mundial, a maior participação da mulher no mercado de trabalho e na criação de negócios vai gerar um impacto positivo no crescimento econômico do Brasil e na redução da pobreza. O relatório do Banco Mundial estimou que a redução das desigualdades de gênero poderia aumentar em R$ 382 bilhões de reais o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.




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