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Brasil deve ampliar capacidade de energia solar em 115% em 2018

Piauí atualmente é o líder em grandes empreendimentos e será um dos líderes mundiais nesta matriz

Última atualização: 07 Nov 2018 - 23:25   


O impulso à fonte, que apesar de um enorme potencial representa 0,8% na capacidade do país, deve vir tanto da construção de grandes parques fotovoltaicos quanto de instalações menores.

A capacidade instalada em energia solar no Brasil deve fechar o ano perto de 2,5 gigawatts, um salto de cerca de 115% ante a marca de 1,15 gigawatt no final de 2017, projetou nesta quarta-feira (29) a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Sendo que 20% (vinte por cento) encontram-se no Piauí.

Energia Solar

O impulso à fonte, que apesar de um enorme potencial representa apenas 0,8% na capacidade do país, dominada por hidrelétricas e com crescente participação de térmicas e eólicas, deve vir tanto da construção de grandes parques fotovoltaicos quanto de instalações menores, em telhados.

A geração distribuída, mesmo sem grandes incentivos de financiamento e também do Governo Federal vai crescer em ritmo um pouco mais acelerado que a capacidade das grandes usinas em 2018. No Piauí mesmo com toda dificuldade de financiamento e dificuldade de aprovação junto a ELETROBRAS PIAUI terá um crescimento na casa dos 120% com entorno de mil interligações ao sistema. Muito tímido se compararmos aos demais estados.

Já as grandes plantas solares devem somar 2,06 gigawatts até o fim do ano, uma expansão de 114%, segundo a associação, que apresentou suas previsões atualizadas em uma conferência do setor em São Paulo.

Os principais fatores que têm puxado o acelerado crescimento das pequenas instalações de energia solar em residências, comércios e indústrias são a disparada das tarifas de energia nos últimos anos e a significativa queda nos preços dos equipamentos de geração, a maior parte importada da China, no entanto se existisse maior interesse dos bancos e financiar projetos solares estes índices seriam muito maior.

Segundo o diretor de estudos de energia da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amílcar Guerreiro, a expansão solar tem à sua disposição no país um universo de cerca de 50,7 milhões de residências --em uma projeção conservadora, sem contar edifícios - ou 3,9 bilhões de metros quadrados em telhados que podem ser cobertos por placas fotovoltaicas.

Isso seria suficiente para produzir energia equivalente a duas vezes o consumo residencial atual no país e com isto acabar com as bandeiras tarifarias.

Um plano de longo prazo da EPE para o setor de energia a ser divulgado no próximo mês, o chamado Plano Decenal, apontará para uma perspectiva de que as usinas solares de grande porte alcancem quase 5% do parque gerador do país em 2027.

Segundo Guerreiro, o crescimento poderia ser ainda maior, dado o potencial, mas será limitado pelo desempenho da economia brasileira, que tem puxado para baixo expectativas de demanda por eletricidade.

A EPE prevê no PDE 2027 que renováveis, incluindo eólicas, solares e à biomassa, devem chegar a quase 61 gigawatts em capacidade em 2027, quase dobrando os atuais 33,4 gigawatts e chegando a 30% da matriz, ante 21% atuais.

As hidrelétricas, por sua vez, perderão espaço - embora devam chegar a 110,5 gigawatts, ante 102 gigawatts hoje, a participação cairá de 64,4% para 53,5%.

O estado do Piauí hoje é autossuficiente em energia com as usinas Eólicas com geração na casa de 1,7GW e com 452 MW em energia solar.