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A Câmara Setorial dos Hortifrutigranjeiros

Por quê o Piauí produz tão poucos hortifrutigranjeiros? Um sério e profundo debate precisa ser realizado.

Última atualização: 14 Set 2018 - 05:22   


Sérgio Luiz de Oliveira Vilela é PhD em Ciências Sociais, Pesquisador da Embrapa e agora articulista da Rede Piauí de Notícias.

Hortifrutigranjeiros
Um sério e profundo debate precisa ser realizado entre as múltiplas instituições públicas e privadas deste setor.

Um imenso território de 252 mil km quadrados; muita água em 19 rios perenes, dezenas de reservatórios de água de superfície (lagos, barragens, açudes), um dos maiores lençóis freáticos do Brasil (água subterrânea); muito sol já tornando o Piauí um dos maiores geradores de energia solar fotovoltaica do mundo, novas tecnologias agropecuárias, um mercado consumidor diário de mais de 3 milhões de pessoas. Essa é a base da reflexão. Por quê o Piauí produz tão poucos hortifrutigranjeiros? À primeira vista, chega a não caber explicação plausível para esta realidade. No entanto, um sério e profundo debate precisa ser realizado entre as múltiplas instituições públicas e privadas que, de alguma forma, se relacionam com este tema. O fato é que, na atualidade, o Piauí importa a maior parte dos hortifrutigranjeiros que consome, principalmente na capital Teresina. São hortaliças, leguminosas, especiarias, frutas, suínos, que vêm majoritariamente do Ceará, da Bahia e de Pernambuco. Faz-se extremamente urgente e necessário enfrentar esta realidade histórica. O espaço deste artigo não me permite lançar questões objetivas, mas apenas chamar a atenção para o fato. A criação da câmara setorial dos hortifrutigranjeiros torna-se, assim, um ambiente privilegiado para o enfrentamento desse complexo desafio, o qual, se fosse fácil certamente já teria sido resolvido. Novas tecnologias, como o “sisteminha”, desenvolvidas pela Embrapa, bem como políticas públicas de regularização fundiária, crédito, assistência técnica e acesso aos mercados (inclusive o das compras públicas), em estando articuladas, certamente, darão importantes e profícuos resultados no sentido da mitigação deste estado de coisas. Assim, reforçar e prestigiar as câmara setorial dos hortifrutigranjeiros é a primeira ação estratégica a ser adotada pelo próximo governador para enfrentar o desafio da redução da importação de hortifrutigranjeiros para o Piauí. Vamos seguir nesta direção que a vitória é iminente.